Behringer Model D

Tipo: módulo sintetizador analógico
Fabricante: Behringer
Modelo: Model D
Ano de fabricação: 2018
Ano de entrada no set: 2021
Avaliação:
10/10 ★★★★★★★★★★ 



Quase todo tecladista que conheço já sonhou um dia ter seu próprio Minimoog - ou, nos sonhos mais loucos, um Moog Modular. Eu mesmo me incluo nesse grupo. Também, pudera... Pode não ter sido o primeiro sintetizador da história, mas foi certamente o que mais fez história, principalmente entre o final dos anos 60 e o começo dos 80 do século XX. Álbuns clássicos do ELP e do Yes, o "Abbey Road" dos Beatles, o "Bookends" do Simon & Garfunkel, só para citar alguns exemplos, não me deixam mentir: todos têm timbres ora do Moog Modular, ora do Minimoog, em vários momentos. Aquele som único, inovador para sua época, que instrumento algum até então não conseguia fazer. Aliás, há um álbum chamado "Moog Indigo", do saudoso multiinstrumentista frances Jean-Jacques Perrey, que é PURO Moog.
Mas também convenhamos que um Minimoog hoje custa uma imensa fortuna, não?
É aí que entra esse módulo da Behringer, Model D. Ele é um clone do Minimoog, com painel muito similar e timbres praticamente idênticos. Mas custando muito, muito, MUITO abaixo de um Minimoog Voyager, por exemplo...
O mais legal desse módulo é que não há programação - ou seja, ele é bem old-school mesmo, tem que se virar, criando o timbre na hora. Aliás, esse é o grande princípio de todo sintetizador analógico que se preze: criar o timbre na hora. E o Model D é um autêntico analógico - tanto que, antes de usá-lo, é preciso mantê-lo ligado e parado por ao menos 15 minutos, até o mesmo estabilizar sua corrente elétrica. E mais: como todo autêntico analógico, às vezes precisa ser afinado - ele possui um knob no painel especialmente para isso.
O Model D foi minha primeira aquisição em 2021 e já o usei em alguns trabalhos, principalmente no meu segundo álbum vindouro, "Lost and Found". Qual outra avaliação eu poderia dar se não um 10 bem gordo?